
Atualmente, graças a luta de muitos e para o bem de todos, é possível encontrarmos um vasto conteúdo informativo quando o assunto é sobre a comunidade LGBTQIA+ ou sobre a comunidade de pessoas com deficiência (PcD), no entanto quando combinamos estes dois temas não nos deparamos com muitas informações.
Assim como houve pessoas que se dedicaram a conscientizar a população sobre o movimento LGBTQIA+ e sobre as pessoas com deficiência, hoje vemos pessoas que travam a dupla batalha de pertencerem a ambos os grupos e exercer esse trabalho de conscientização. Hoje, muitos relatam que se sentem invisíveis para boa parte da sociedade – até mesmo em alguns grupos que militam por essa causa.
Ivone de Oliveira, também conhecida como Gata de Rodas e diretora da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, teve poliomielite aos 6 meses de idade, é bissexual e desde sua infância teve que lidar com o preconceito que sofria na escola, tendo o vivenciado também com um namorado que afirmou ter vergonha em assumir publicamente o namoro.
Por conta de suas experiências vividas, ela afirma que a partir desses preconceitos tinha dois caminhos que poderia seguir: enfrentar tudo isso e correr atrás de seus objetivos ou desistir.
Com o intuito de se conectar com mais pessoas na mesma condição, em 2012 Ivone criou o “Blog da Gata de Rodas”, por meio do qual começou a descobrir diversas histórias de outras pessoas que se pareciam com a dela.
Em seu blog, Ivone utiliza o termo “infantilização” para se referir à superproteção que sua família adotava em sua relação, assim como também discorre sobre a vida íntima das pessoas com deficiência, ainda vistas por muitos como se não tivessem uma.
Ivone também conta sobre sua experiência de ir à Parada LGBT em São Paulo, onde foi muito bem recepcionada e tratada, por mais que fosse uma das poucas pessoas com deficiência presente.
Portanto, ainda que seja um tema pouco abordado, a conscientização trabalhada por pessoas como Ivone são fundamentais para que futuramente tenhamos tanto conhecimento sobre o assunto quanto temos hoje quando falamos sobre a comunidade LGBTQIA+ ou sobre a comunidade de pessoas com deficiência de forma separada.








