O GAAD, Global Accessibility Awareness Day (Dia Global de Conscientização sobre Acessibilidade), celebrado sempre na terceira quinta-feira de maio, surgiu da iniciativa de um desenvolvedor de sites chamado Joe Devon em conjunto com o profissional de acessibilidade Jennison Asuncion com o principal objetivo de construir um mundo mais acessível.

        Por mais que a internet seja o lugar para muitos, ela pode não ser o lugar para todos, pois a assustadora maioria dos sites pecam no quesito acessibilidade, deixando diversas pessoas com deficiência sem a possibilidade de navegar por eles da maneira correta e prevista.

        É aí que o GAAD e seu propósito em prol da acessibilidade entram para mudar isso.

Acessibilidade digital nos sites atuais e seus impactos

        Uma pesquisa realizada pelo WebAIM (web accessibility in mind – acessibilidade à web em mente) na qual 1 milhão de páginas iniciais foram analisadas no quesito acessibilidade, foram obtidos os seguintes dados:

·         98,1% das páginas iniciais continham pelo menos uma falha na WCAG 2.0 (web content accessibility guidelines – diretrizes de acessibilidade para conteúdo web), ou seja, uma falha de acessibilidade; e

·         A média de erros por página ficou em 60,9.

Para melhor visualizarmos essas falhas, o WebAIM categorizou as principais falhas localizadas em porcentagens:

·         Textos com baixo contraste – 86,3%

·         Falta de texto alternativo para imagens – 66%

·         Links vazios – 59,9%

Como visto acima, os resultados são alarmantes e impactam cerca de 1 bilhão de pessoas que possuem deficiências como:

·         Visual: pessoas cegas além de precisarem de um texto alternativo para imagens também não fazem uso de mouse, mas sim do teclado para poderem interagir com os elementos em uma página;

·         Audição: pessoas surdas, ou com dificuldade de audição, precisam de legendas para vídeos e indicações visuais ao invés de sinais sonoros;

·         Motora: pessoas com deficiência motora podem precisar de hardwares adaptativos como teclados, controles visuais ou outras ferramentas que as auxilie a digitar e navegar em seus dispositivos;

·         Cognitiva: um layout limpo e organizado, navegação consistente e o uso de uma linguagem simples auxiliam pessoas com diferentes dificuldades de aprendizado.

E como o GAAD está contribuindo?

        A principal palavra que define o trabalho do GAAD é: conscientização.

        Através da propagação de conhecimento, o GAAD tem conseguido cada vez mais comprovar a importância que o papel da acessibilidade possui, envolvendo grandes players do mercado no debate, como Meta, Google, Intel, Twitter, e outros, os quais, inclusive, já são patrocinadores do GAAD Foundation.

        Assim como alcançar esses players do mercado, que servem como exemplos para os demais, a propagação do conhecimento sobre a acessibilidade foi fundamental para alcançar conquistas, como o sancionamento da LBI (Lei Brasileira de Inclusão), que somadas a outras conquistas tornarão possível  o objetivo de construir um mundo mais acessível.

Conheça tudo sobre o GAAD e faça parte dessa história contribuindo com o GAAD Foundation.

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