Aprenda tudo sobre cadeira de rodas manuais e suas diferenças e veja qual modelo é mais adequado a suas necessidades.
Porque chamamos de Cadeira de Rodas em X ou Monobloco?
Neste texto vamos abordar as principais diferenças e características desses modelos de cadeira de rodas, assim como seus pontos fortes e fracos. Para começar, vamos explicar os termos “em X” e “Monobloco”.
Se diz cadeira de rodas “em X” ou “monobloco” referindo-se ao estilo de fechamento da cadeira de rodas. As “em X” fecham ao meio, enquanto as monoblocos não fecham ao meio, apenas, rebatem ou dobram o encosto sobre o assento na maioria delas, porém há exceções em que não fecham, pois o encosto é muito baixo:
Na imagem vemos um exemplo de cadeira de rodas em X.
Exemplo de uma cadeira de rodas monobloco.
Ou seja, quando dizemos “em X” ou “Monobloco”, estamos nos referindo ao chassi ou ao quadro da cadeira de rodas, basicamente a forma de fechamento da cadeira de rodas, que está abaixo do assento, a parte estrutural.
Qual a diferença entre os modelos de cadeiras de rodas?
Os modelos mais simples ou mais básicos de cadeiras de rodas são os modelos “em X”, pois em estruturas dobráveis, por a quantidade a mais de parafusos e encaixes, são necessárias mais peças, o que influencia no peso, ou seja, na maioria dos casos, uma cadeira “em X” é mais pesada que as cadeiras de rodas monobloco.
Porém, precisamos já esclarecer uma informação bem importante, na aquisição de uma cadeira de rodas, temos dois pesos a ser considerados:
- O peso de transporte, que nada mais é que o peso do equipamento para deslocamento, ou seja, que vai ser considerado ao embarcar em um veículo. Aqui é bem importante falar sobre ele para as transferências. Para quem dirige e precisará embarcar sua cadeira de rodas sozinho, fará muita diferença este peso; e
- O peso do toque. Tocar a cadeira é o verbo comum entre a comunidade para o que é propulsionar a cadeira de rodas. Então nem sempre, o peso da cadeira de rodas para transporte é o peso do toque para quem vai utilizar a cadeira de rodas e definir se ela tem mais ou menos performance. (link de peso de balança X peso na sensação de toque)
Outro fator que deve ser considerado é que quanto mais peças e componentes, maiores as chances do sistema ser mais frágil, pois assim teremos mais itens que podem desgastar com o uso, afrouxar, quebrar, além disso, tudo que tem emendas, parafusos, encaixes, sistemas de dobras, apresenta a dissipação de energia, ou seja, a força aplicada pelo condutor da cadeira é dissipada em parte nessas articulações, sistemas de dobras.
Já as monoblocos, tem menos peças e componentes, menos articuladores. Como o próprio nome já diz, um bloco de estrutura, o que proporciona menor dissipação de energia, ou seja, a força de propulsão é melhor aproveitada, o que naturalmente permite ao usuário fazer menos esforço para tocar a cadeira de rodas. Há também outro fator que é quase de regra: mais leve tanto como peso de transporte e tanto em performance.
Design & Estética
Já houve tempos em que cadeira de rodas eram extremamente concebidas em suas fábricas como equipamentos médicos sem o menor emprego de design e, porque não dizer, estética? Ainda bem que isso já ficou para trás e, podemos dizer que não há mais modelos que não sejam pensados considerando estes pontos.
Então, considerando isso, outra diferença bem importante entre os modelos é o visual:
- “Em X”: Tem os apoios de pés bi-partidos e removíveis (link para função do apoio de pé). O assento é obrigatoriamente em lona ou tecido. (Aqui precisa descrever melhor, afinal design não é só estética)
- Nas monoblocos: Normalmente esses apoios de pés são fixos, com algumas exceções de modelos (link para as exceções). O assento pode ser em lona, faixas tensoras ou ainda rígido. (Aqui precisa descrever melhor, afinal design não é só estética)
E para finalizar e ficar tudo mais claro, segue uma lista de pontos fortes e fracos:
| Cadeira de Rodas “em X” | Cadeira de Rodas Monobloco |
| Pontos Fortes: – Mais prático de fechar para transporte ou acomodação em cômodos pequenos; – Facilita pacientes na transferência ou a ficar em pé devido aos pedais escamoteáveis e removíveis; – Em geral são mais acessíveis em preço; Maior disponibilidade no mercado. | Pontos Fortes: -Mais leve para tocar; -Mais leve para carregar; -Para usuários ativos mais fácil de guardar no carro; -Mais personalizada a necessidade de cada usuário, seja nas medidas, acessórios e cores; -Design mais moderno; – Mesmo nas mesmas medidas (03 medidas básicas) que uma cadeira em X, tem todo o conjunto mais compacto; – Em sua grande maioria, mecanicamente mais resistente (obviamente depende da marca de modelo); – Alguns modelos permitem sistemas de ajustes completos. |
| Pontos Fracos: – Mais pesadas para carregar; – Mais pesadas para tocar; – Mais frágeis; – Não permite grande customização de medidas, acessórios e cores. | Pontos Fracos: – Mais difíceis de acomodar no carro; – Muitas vezes mais etapas/processos para desmontar e guardar no carro; – Normalmente não mais caras; – Menor disponibilidade de encontrar. Não é toda loja e profissional que sabe prescrever; – Prazo de entrega maior. |
Por fim, recomendamos que busque empresas e profissionais especialistas, pois essas são as diferenças básicas. Dependendo do modelo, marca tudo pode mudar, pois aqui falamos de um padrão de mercado, que sempre há exceções.
Este artigo foi produzido por Mobility Brasil. Todas as informações contidas nele são sugestões de informações para decisão de compra, mas não pode ser exclusivamente utilizado para decidir sobre a compra de um equipamento ou uma cadeira de rodas.
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